terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Anencéfalo, alienado
Através da noite escura
Foge de um medo obscuro
Chamado de Estado

O Estado era a solução
Agora o estado nos vigia
Por corruptos foi tomado
E quem manda é o Grande irmão

Estado não é gente
Tampouco será um dia
- Este panóptico é perfeito
Bentham exclamaria

População já não tem voz
Perdeu há muito tempo
Hessel, sábio, alertou
- Indignai-vos enquanto há tempo!

O futuro não conhecemos
O futuro a Deus pertence
Hobbes é um grande gênio
O estado protege a gente

Anencéfalo, coitado
Já não sabe o que diz
Muito menos o que faz
Mas segue em frente com um rosto feliz
Na espera de uma certa paz...

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Negro nu
Justiceiros da Zona Sul
Eles assim se apresentaram
Amarraram o negro nu
Logo depois que o açoitaram

De um lado os arautos da ordem
Sacramentam a violência
E o pivete, preto e pobre
Em vão tenta opor resistência

Nos cansamos de ladrões
Essa foi a alegação
Chavearam os grilhões
Sem qualquer legitimação

O negro nu foi notícia
Deu em rede nacional
E aquela jornalista
O chamou de marginal

Marginais nós todos somos
Depende do ponto de vista
Sujos são os dos quilombos
Limpos são os elitistas

O negro nu representa
A choldra monumental
E a classe opulenta
Quer higiene social

Ignoram garantias
Ignoram a Constituição
E de forma cruel e fria
Fazem justiça com as próprias mãos

O negro nu se salvou
Graças a uma boa ação
Mas dizem que ele roubou
Isso é mera acusação

Há quem fique indiferente
Há quem deseje sua morte
Negro nu, você é gente
Siga em paz, e boa sorte!

Autor: Vitor Guglinski 

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Uma pedra. Havia. No meio do caminho havia uma pedra. Logo, no caminho uma pedra a via. A via do caminho era uma pedra. A vi no caminho feito uma pedra. Feito a pedra segui o meu caminho. Meu caminho era uma pedra feita. Éramos uma pedra feita no caminho. Erramos ao pensar que no caminho haviam pedras.
"Caminante, camino no hay... se hace camino al andar!"

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

De um lado do continente há um calor insuportável e jamais visto de cerca de 50 graus em muitas cidades. Do outro lado do continente (mas nem tão distante assim) há um frio terrível que chega aos mesmos 50 graus, só que abaixo de zero. Mesmo com tais número ainda há (pasmem!) seres que não acreditam em aquecimento global ou pensam que este deva ser mera propaganda publicitária de cunho religioso-esquerdista-financiado-pelo-greenpeace (atentem para o teor crítico racional de tais cabeças).
Meus amigos, não durmam no ponto! Vou estocar alimentos e me sentenciar a viver perpetuamente em um cofre e esquecer de voltar!!!
O fim do mundo não é 2012. O fim do mundo não será 2112. O fim do mundo não será um meteoro que o Bruce Willis não consiguirá destruir e cairá por cima de cada cabeça anencéfala deste mundo. O fim do mundo é o presente (em sentido temporal, não como graça divina). O fim do mundo é a própria humanidade. A ciência nos nomeou como homo sapiens, a grande raça humana, que tem o poder de raciocinar, no entanto, vivemos cada dia nos degladiando como porcos a fim de ver quem consegue comer mais lavagem. O ser humano é tão ruim que faltam palavras para descrevê-lo. Quem me explica o que se passa na cabeça do rapaz que colocou fogo em um ônibus no Maranhão e assistiu a uma menina de 6 anos ter 98% do seu corpo queimado? Quem me explica o que se passa na cabeça da mulher que brigou com o marido (e por ficar bravinha) jogou seu cachorro (o animal, não o marido) do 12º andar do seu prédio? Quem me explica o que será de nosso futuro? Quem me explica o que será do futuro de nossos descendentes?
Entrementes, não temo o fim do mundo, como diria o velho Fernado Pessoa "Vivo sempre no presente. O futuro não conheço. O passado, já não o tenho. Pesa-me um como a possibilidade de tudo, o outro como a realidade de nada." Também não temo a mudança climática (pois a minha parte eu faço e luto com a poucas armas que tenho e apoio fielmente que ainda tem um pingo de consciência e faz o mesmo). Não temo o fracasso da Copa (aqui peço licença aos ilustres leitores para parafrasear um grande-pensador- brasileiro-contemporâneo e dizer que a "Copa para mim é como vodka ou água de coco, tanto faz!"), apenas temo quem dá mais importância coisas tão desnecessárias em um país onde milhares de pessoas padecem em escolas, hospitais e todo um Estado-ademocrático-de-direito-falido. Também temo quem fecha os olhos para a realidade e ao mesmo tempo admira e idolatra o paine et cirque. Não temo o fim do mundo e nem as surpresas que ele proporcionará. Apenas temo a humanidade e aonde a maldade (malandragem, babaquice, mediocridade, e aí por diante) desse ser pode chegar!

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Chove chuva chove e imunda esse mundo imundo de gente muda que nunca muda a visão burra e irracional.

  Chove chuva chove e lava essa alma amarga cansada gente barata que não vale nada e acha que é gente melhor que a gente.

 Chove chuva chove e mova o mundo e a multidão pra saber que entre mil e um milhão há de haver um coração embora nessa imensidão pareça haver apenas solidão.


Chove chuva chove e traz de volta a verdade, diga-lhe que sentimos saudade e que esperamos não ser tarde para haver possibilidade de mudar a humanidade e salvar a nossa gente.

sábado, 12 de outubro de 2013

Em cada palavra maldita, uma tristeza
Em cada frase bendita, um alivio
Em cada sorriso sincero, uma alegria
Em cada pequeno mistério, uma aflição
Em cada segundo demorado, um coração que bate mais fraco
Em cada minuto ao teu lado, um coração que bate mais forte
Em cada dia de luta, um novo aprendizado
Em cada pequena muda, um novo jardim
Em cada pequeno gesto, uma novo amor
Em cada gesto sincero, uma nova paixão
Em cada abraço apaixonado, uma nova vida
Em cada vida bem vivida,  final é só questão de opinião!

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Fim de outono e início de primavera...
Em comum há o gelo das madrugadas tão belas...
Pensamentos utópicos flutuam
Enquanto lá fora urge o onipresente estado de guerra!
Precisamos de mais amor pois só assim continuaremos..

Calados estamos e assim permaneceremos
Pois vivemos em terra de surdo, aonde quem fala não tem voz
Eu não sou ágil, nem forte muito menos veloz
Porém tenho sonhos e assim continuaremos.

Vivemos em terra de egoístas, aonde quem ama não tem espaço
Eu não sou louco, nem velho muito menos fraco
Na vida ás vezes a gente ganha e as vezes ficamos por baixo
Porém acredito no amor e assim continuaremos

Vivemos em terra onde a realidade é um sonho em que esperança não há
Carrego meus amores no coração para que não sumam da memória
E para que meu nome não seja apenas mais um na história
Sigo vivendo cada segundo como se fosse o último 
E só assim continuaremos...